No dia de Snāna-yātrā, realiza-se um mahābhiṣeka muito festivo de Śrī Jagannātha, Baladeva e Subhadrā-devī, de acordo com todas as regras e regulamentos. Brahmā e todos os demais semideuses participam dessa cerimônia sem serem vistos. Em seguida, a cortina do templo de Jagannātha é fechada, e não há darśana por quinze dias, porque Śrī Jagannātha adoece por ter tomado banho em excesso. Esse período é chamado anavasara, e Lakṣmījī O serve sozinha durante esse tempo.
Nesse período, Śrī Caitanya Mahāprabhu, a própria personificação do vipralambha-rasa (o êxtase da separação), costumava ir a Ālālanātha, pois ficava extremamente inquieto devido à separação de Jagannātha.
Após o anavasara, no segundo dia da śukla-pakṣa (a quinzena crescente da lua, que vai do dia seguinte à lua nova até a lua cheia), Śrī Jagannātha, Baladeva e Subhadrā sobem em três carruagens diferentes e iniciam sua jornada para Sundarācala (Guṇḍicā). Contudo, Śrī Jagannātha-deva não diz à Sua esposa, Lakṣmījī, que está indo para Vṛndāvana.
Depois de desfrutar de passatempos por nove dias em Vṛndāvana (Sundarācala), Ele retorna ao Śrī Mandira, em Nīlācala. A ida para Sundarācala é chamada Ratha-yātrā; o dia em que Eles retornam de lá é chamado Retorno da Yātrā; e o quinto dia a partir do início da Ratha-yātrā é chamado Herā-pañcamī.
Trecho de: Śrī Śrīmad Bhaktivedānta Nārāyaṇa Gosvāmī Mahārāja. Ācārya Kesari Śrī Śrīmad Bhakti Prajñāna Keśava Gosvāmī.